sábado, 31 de janeiro de 2026

Mortes no Exército russo na Ucrânia superam perdas da 2ª Guerra Mundial

 


Um relatório do CSIS (Centro de Estudos Estratégicos Internacionais) estima que cerca de 1,2 milhão de soldados russos foram mortos, feridos ou estão desaparecidos desde a invasão da Ucrânia, iniciada em fevereiro de 2022. O número é comparável apenas às perdas de grandes potências na Segunda Guerra Mundial.

Apesar do custo humano, os ganhos territoriais da Rússia foram limitados: o país ampliou seu controle sobre o território ucraniano em apenas 12% desde o início da guerra. Nos últimos dois anos, o avanço foi inferior a 1,5% do território da Ucrânia, com progressos medidos, em alguns pontos, em poucos metros por dia.

O estudo contesta a ideia de que uma vitória russa seja inevitável. Segundo o CSIS, a defesa em profundidade adotada por Kiev — com trincheiras, minas, obstáculos antitanque, drones e artilharia — tem frustrado ofensivas russas. As baixas em combate favorecem a Ucrânia numa proporção estimada entre 2 ou 2,5 para 1.

As perdas ucranianas são estimadas entre 500 mil e 600 mil baixas totais, contra 1,2 milhão da Rússia. Em mortes, Moscou teria perdido entre 275 mil e 325 mil soldados, enquanto a Ucrânia entre 100 mil e 140 mil.

O relatório também destaca o impacto econômico da guerra. A Rússia enfrenta baixo crescimento (0,6% em 2025), inflação elevada, escassez de mão de obra e perda de relevância tecnológica, sendo classificada como uma potência econômica de segunda ou terceira categoria.

Apesar do cenário desfavorável, o CSIS avalia que Vladimir Putin tende a prolongar o conflito, já que EUA e Europa não teriam exercido pressão econômica e militar suficiente para forçar um acordo de paz.

 

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