O Ministério Público da Paraíba (MPPB) investiga
possíveis descontos irregulares nos salários de servidores contratados pela
Prefeitura Municipal de Patos, no Sertão da Paraíba, que tem como
prefeito Nabor Wanderley (Republicanos), pai do presidente da Câmara dos
Deputados, Hugo Motta (Republicanos).
A investigação, que teve início a partir de uma
denúncia anônima feita em junho de 2025, aponta que o Programa de Atenção à
Primeira Infância (PAI) seria financiado pelo valor descontado dos salários dos
servidores contratados. O programa é ligado às Secretarias Municipais de
Assistência Social e Saúde, e oferece assistência social a crianças de até seis
anos, gestantes e puérperas desde 2022.
Procurada pelo g1, a Prefeitura
Municipal de Patos informou, em nota, que o Programa PAI, criado em 2021, não
prevê descontos compulsórios, sendo a contribuição de 1,5% facultativa e
realizada apenas com autorização dos fornecedores e prestadores de serviços. A
gestão afirmou que todas as informações e a legislação do programa foram
encaminhadas ao Ministério Público da Paraíba.
Ainda de acordo com a investigação, os descontos
seriam feitos sem previsão legal ou transparência orçamentária. Também há
suspeita do uso indevido de verbas federais do Sistema Único de Assistência
Social (SUAS), e por isso, cópias do inquérito foram enviadas ao Ministério
Público Federal (MPF) para apuração.
O Ministério Público da Paraíba (MPPB) chegou a
solicitar esclarecimentos ao prefeito de Patos, Nabor Wanderley (Republicanos),
mas não obteve retorno, provocando a abertura do inquérito. O uso das verbas
poderia configurar ato de improbidade administrativa.
A portaria da investigação foi assinada pelo
promotor Caio Terceiro Neto Parente Miranda, da 4ª Promotoria de Justiça. Não
existe prazo para a investigação ser concluída.

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