O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro
da Fazenda, Fernando Haddad, têm demonstrado preocupação, nos bastidores, com a
condução do Tribunal de Contas da União (TCU) no processo envolvendo a
liquidação do Banco Master. No Palácio do Planalto, o receio é que uma eventual
reversão da medida gere instabilidade no sistema financeiro, com reflexos
diretos no câmbio e na confiança do mercado.
Mesmo em recesso, Lula tratou do tema por telefone
com ministros e assessores e avaliou que o TCU pode acabar desgastando a
própria imagem ao determinar uma inspeção no Banco Central. Haddad, por sua
vez, também acompanhou o caso à distância e, na equipe econômica, há temor de
que o Tesouro Nacional seja chamado a absorver prejuízos decorrentes do
episódio.
Segundo aliados, o caso levou a uma reaproximação
entre Fazenda e Banco Central, em apoio à atuação do presidente do BC, Gabriel
Galípolo, após um período de tensão provocado por divergências em torno do
aumento do IOF. A avaliação interna é de que a liquidação foi uma decisão
técnica e necessária para preservar o sistema financeiro.
Na segunda-feira, o ministro do TCU Jhonatan de
Jesus determinou uma inspeção urgente no BC e indicou a possibilidade de
reverter efeitos da liquidação do Master, embora tenha descartado, por ora, uma
medida cautelar. Paralelamente, a Polícia Federal investiga indícios de fraudes
em operações que somam R$ 12,2 bilhões envolvendo o banco e o BRB, negócio que
acabou vetado pela autoridade monetária.
Com informações do O Globo

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