Com o retorno do presidente Luiz Inácio Lula
da Silva (PT) a Brasília, o governo federal passa a lidar com a possibilidade
imediata de alterações na equipe ministerial, diante de manifestações de
saída feitas por dois titulares de pastas estratégicas.
No Ministério da Justiça, o
ministro Ricardo Lewandowski já comunicou ao presidente, ainda
no fim do ano passado, a intenção de deixar o cargo em janeiro.
Auxiliares da pasta relatam que, na virada do ano, o ministro indicou o desejo
de antecipar a saída para esta semana, com possibilidade de
desligamento até sexta-feira (9).
Entre técnicos do ministério, há avaliações
divergentes. Parte defende que Lewandowski permaneça no cargo até a tramitação
e aprovação da chamada “PEC da Segurança Pública”, que ainda precisa ser
analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados e pelo Senado.
Já no Ministério da Fazenda, o
ministro Fernando Haddad também tratou com Lula sobre a
intenção de deixar a pasta no início de 2026, embora tenha
sinalizado disposição para permanecer até o fim de fevereiro. Nos
bastidores, a expectativa é de que o secretário-executivo Dario Durigan assuma
interinamente o comando da Fazenda.
Antes mesmo de uma eventual saída de Haddad, a
equipe econômica já passou por mudanças. Marcos Barbosa Pinto,
então responsável pela Secretaria de Reformas Econômicas, deixou o
cargo antes do recesso, em uma saída anunciada desde novembro. Aliados do
governo avaliam que o secretário tinha perfil mais ligado ao mercado do que à
política e consideram encerrado o ciclo da agenda reformista do terceiro
mandato de Lula, o que tornaria a mudança natural.
Com informações do G1

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