Os gastos de quase R$ 130 milhões da Secretaria de
Comunicação Social (Secom) com anúncios na internet em 2025 — o maior valor
desde 2009 — passaram a ser questionados no Ministério Público Eleitoral (MPE).
A vereadora de São Paulo Amanda Vettorazzo (União)
apresentou representação pedindo apuração de possível campanha antecipada e
abuso de poder político pelo governo Lula. As informações são do jornalista e
colunista do jornal ‘O Globo’, Lauro Jardim.
No pedido, a parlamentar solicita que o MPE
investigue o uso de recursos públicos e de meios de comunicação para promoção
pessoal e político-partidária por meio de publicidade institucional e
impulsionamento de conteúdos nas redes sociais.
A representação também pede a abertura de uma Ação
de Investigação Judicial Eleitoral (Aije), que pode resultar em eventual
inelegibilidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os ministros Gleisi
Hoffmann e Sidônio Palmeira também são citados.
Entre os pedidos, está a suspensão imediata do
impulsionamento pago de conteúdos que mencionem nominalmente o presidente
associado a benefícios financeiros. A vereadora solicita ainda a discriminação
detalhada dos gastos da Secom e que plataformas como Meta e Google informem
todos os anúncios contratados pelo governo.
No documento, Vettorazzo afirma que houve aumento
expressivo das despesas com comunicação digital, com foco em influenciadores,
grandes grupos de mídia e ações de marketing, o que, segundo ela, extrapola o
caráter informativo previsto na Constituição.

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