A Justiça condenou o pastor da igreja evangélica na
região administrativa de Samambaia (DF), Sinval Ferreira, de 42 anos, a 11
anos e 3 meses de prisão por crimes de violação sexual mediante fraude e
extorsão praticados contra fiéis da própria igreja. A sentença reconheceu que o
réu se aproveitava da posição de liderança religiosa para enganar, manipular e
explorar emocionalmente as vítimas.
Investigações conduzidas pela 26ª DP (Samambaia
Norte) na Operação Jeremias 23, Sinval se valia do discurso religioso para
persuadir fiéis de que determinadas práticas integravam supostos rituais
espirituais e tratamentos de cura, apresentados como formas de afastar
maldições e alcançar libertação. Com essa estratégia, ele cometia abusos e
extorquia dinheiro, explorando a fé e a vulnerabilidade emocional das vítimas.
De acordo com a polícia, as investigações também
apontaram que o pastor ameaçava de morte os familiares mais próximos aos
fiéis.
Entre os relatos mais chocantes, consta que o pastor
submetia fiéis a rituais humilhantes e abusivos, e que bebia o esperma dos
varões da igreja, justificando-os como suposto tratamento espiritual, em um
esquema classificado pela Justiça como criminoso.
A pastora que atuava em Sobradinho era cúmplice do
líder religioso e fazia ameaças de “castigo celestial”. Além disso, participava
dos abusos sexuais de Sinval, que também extorquia dinheiro dos fiéis e alegava
que doações generosas eram necessárias para evitar “desgraças”, como morte e
invalidez da própria pessoa ou de um familiar.
Na decisão, o Judiciário destacou que nenhuma
crença, fé ou prática religiosa pode ser utilizada para justificar atos de
violência, coerção ou exploração.

Nenhum comentário:
Postar um comentário