Interceptações telefônicas analisadas pela Polícia
Federal indicam um suposto repasse de R$ 60 mil ao prefeito de Mossoró, Allyson
Bezerra, dentro de um contrato de R$ 400 mil para compra de materiais médicos.
O caso veio à tona nesta terça-feira (27) e ganhou repercussão nacional após
reportagem exibida pela TV Globo.
Segundo a investigação, apenas R$ 140 mil teriam
sido usados para o fim contratado, ou seja, a compra de insumos hospitalares. O
restante do dinheiro, de acordo com os diálogos interceptados entre
empresários, teria sido dividido como comissões e possíveis vantagens
indevidas, incluindo valores destinados a sócios da empresa, a uma mulher ainda
não identificada e ao prefeito citado nas conversas.
Os investigadores detalham que o rateio mencionado
nos diálogos seria de R$ 130 mil para os sócios, R$ 40 mil para uma terceira
pessoa, R$ 30 mil para a empresa e R$ 60 mil atribuídos ao prefeito de Mossoró.
O nome de Allyson Bezerra aparece nos diálogos analisados pela PF, mas, até o
momento, a apuração segue em fase investigativa.
Operação Mederi
O caso é alvo da Operação Mederi, deflagrada pela
Polícia Federal com apoio da CGU, que cumpriu 35 mandados de busca e apreensão
no RN, inclusive na residência do prefeito, onde foram apreendidos celular, computador
e HDs.
A PF apura indícios de superfaturamento e pagamento
por produtos que não teriam sido entregues, e chegou a encontrar dinheiro em
espécie escondido em uma caixa de isopor.
A defesa de Allyson afirma que não há prova de
envolvimento pessoal e que ele segue no cargo sem medidas restritivas.

Nenhum comentário:
Postar um comentário