Meses antes da intervenção militar dos Estados
Unidos na Venezuela, que terminou com a captura do presidente Nicolás Maduro, o
governo de Donald Trump tentou uma saída negociada para o líder venezuelano.
Nesse esforço, o empresário brasileiro Joesley
Batista, dono da JBS, teria atuado como interlocutor informal em uma missão
para convencer Maduro a deixar o poder de forma pacífica, segundo reportagem do
Washington Post.
De acordo com a reportagem, Joesley viajou a Caracas
em novembro de 2025 com uma proposta que incluía a renúncia de Maduro e a
possibilidade de exílio em países como a Turquia. A ideia era abrir caminho
para uma transição não violenta após fracassarem as negociações diplomáticas
oficiais lideradas pelo então enviado especial dos EUA, Richard Grenell.
O plano discutido incluía ainda condições
consideradas estratégicas pelos Estados Unidos, como acesso a minerais críticos
e petróleo venezuelano, e o rompimento com Cuba, aliada histórica de Caracas.
Segundo fontes ouvidas pelo jornal americano,
Joesley não estava atuando oficialmente a pedido do governo dos EUA, mas as
informações que ele trouxe foram consideradas nas discussões em Washington.
Maduro, no entanto, rejeitou as propostas de saída
negociada. Com as tentativas diplomáticas frustradas, a Casa Branca decidiu
seguir a estratégia mais dura que culminou na operação militar que resultou na
captura do líder venezuelano.

Nenhum comentário:
Postar um comentário