Preocupado com o impacto político da crise
envolvendo o Banco Master, o Palácio do Planalto trabalha para se afastar do
caso e evitar que o tema ganhe força no Congresso em pleno ano eleitoral. A
estratégia do governo é reforçar o discurso de apoio às investigações em curso
e evitar a instalação de uma CPI, vista internamente como um fator de
instabilidade que poderia travar pautas prioritárias da gestão Lula.
O desgaste aumentou após a repercussão de encontros
entre o presidente Lula e o dono do banco, Daniel Vorcaro, além das revelações
envolvendo figuras próximas ao governo, como o ex-ministro da Justiça Ricardo
Lewandowski, que prestou consultoria jurídica ao Master antes de retornar ao
Executivo. O assunto também ganhou força nas redes sociais, com menções
frequentes ao presidente e aliados, ampliando a pressão política sobre o
Planalto.
Aliados do governo no Congresso afirmam que a linha
de defesa será destacar que a Polícia Federal e o Banco Central já atuam no
caso, o que tornaria desnecessária uma comissão parlamentar. A avaliação é de
que uma CPI poderia transformar o escândalo em palco político para a oposição e
contaminar o ambiente legislativo às vésperas das eleições.
Nos bastidores, o governo também pretende apontar
que o processo de liquidação do banco foi conduzido pelo Banco Central e que as
investigações seguem sob responsabilidade da Polícia Federal. A leitura no
Planalto é de que conter o avanço do caso no debate político será essencial
para evitar que o tema da corrupção volte ao centro da disputa eleitoral em
2026.
Com informações do O Globo

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