O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN),
por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco),
apoiou a Polícia Civil na investigação e deflagração da operação Securitas
nesta quarta-feira (28). A ação cumpriu mandados de busca e apreensão para
investigar uma organização criminosa com a participação de agentes políticos e
de um integrante das forças de segurança. As diligências ocorreram em Ielmo
Marinho, São Gonçalo do Amarante, Natal e Parnamirim.
A investigação começou em 2023 e indica que o grupo
se estruturou para intimidar adversários políticos e praticar outros crimes. A
apuração aponta que o grupo contava com um núcleo armado e influência na
administração pública. O prefeito de Ielmo Marinho, Fernando Bastista, é
apontado como o líder dessa organização, que conta ainda com parlamentares e um
policial militar entre os investigados.
O caso ganhou força após registros de homens armados
dentro da Câmara Municipal de Ielmo Marinho em 2023 para fazer segurança
privada de um parlamentar e intimidar opositores. Naquela ocasião, foi
apreendido um arsenal com armas e munições de calibres restritos, como .40 e
.45, além de outros materiais. Esse episódio motivou o aprofundamento das
buscas por provas contra o grupo.
A operação busca reunir novos elementos para
esclarecer crimes como porte ilegal de arma de fogo, constituição de milícia
privada e organização criminosa. Os mandados judiciais visam a apreensão de
documentos, dinheiro, armas e dispositivos eletrônicos, como aparelhos
celulares. O objetivo principal é identificar todos os envolvidos na estrutura
criminosa e detalhar suas funções.
Durante o cumprimento das ordens judiciais, o
prefeito investigado foi preso em flagrante por embaraçar a investigação de
organização criminosa. Ele tentou ocultar provas ao arremessar sacola com
dinheiro e um aparelho celular para fora de sua residência no momento da
chegada das equipes. O flagrante foi registrado e o material devidamente
recolhido para análise.
O trabalho foi realizado de forma integrada entre o
MPRN, a Polícia Civil e a Polícia Militar, que forneceu o suporte necessário
para o cumprimento das medidas. Ao todo, foram cumpridos sete mandados de busca
e apreensão nos endereços alvos da investigação. O material coletado passará
por perícia técnica para auxiliar na continuidade do processo investigativo.
O nome da operação, Securitas, significa segurança
em latim e faz referência ao objetivo de restabelecer a ordem pública e
proteger as instituições democráticas. A iniciativa busca impedir que grupos
armados utilizem a violência e a intimidação para interferir no ambiente
político e administrativo dos municípios. O foco central é garantir o
funcionamento regular dos órgãos públicos.

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