domingo, 18 de janeiro de 2026

Governo Fátima amarga último lugar em investimentos no Nordeste, aponta Tesouro Nacional

 


O Rio Grande do Norte foi o estado que menos investiu no Nordeste entre janeiro e outubro de 2025, de acordo com dados da Secretaria do Tesouro Nacional. No período, apenas 3% da receita estadual foi destinada a investimentos, percentual muito inferior ao registrado por estados vizinhos como a Paraíba (11%) e o Ceará (7%).

Sob a gestão da governadora Fátima Bezerra, o RN também apresentou o pior desempenho da região em investimento per capita. Foram aplicados apenas R$ 106,55 por habitante, valor muito abaixo do que havia sido previsto no orçamento anual, que estimava R$ 460,40 por pessoa. Em comparação com o mesmo período de 2024, a queda nos investimentos chega a 40,8%.

Levantamento da Aequus Consultoria aponta que os números refletem a fragilidade fiscal do estado. Desde 2019, início do atual ciclo administrativo, o Rio Grande do Norte mantém a nota Capag C — índice que mede a Capacidade de Pagamento dos estados —, o que restringe o acesso a empréstimos com garantia da União. Em 2024, 43% de todo o investimento estadual dependeu de operações de crédito.

O RN também encerrou o período com o menor volume de investimentos empenhados por habitante em todo o Nordeste, reforçando a posição de atraso em relação aos demais estados da região.

Especialistas indicam que o principal entrave é o elevado gasto com pessoal. Até outubro de 2025, 73% das despesas estaduais foram consumidas por folha salarial e encargos. No Poder Executivo, esse percentual já ultrapassa o limite estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal.

Economistas avaliam que a baixa capacidade de investimento compromete a atração de novas empresas, limita a geração de empregos e contribui para a estagnação econômica do estado, enquanto Ceará e Paraíba avançam em infraestrutura e desenvolvimento.

Em nota, o governo Fátima Bezerra afirma que o volume total de investimentos em 2025 alcançou R$ 605 milhões, o terceiro maior dos últimos 16 anos. Ainda assim, analistas alertam que, apesar do discurso oficial, o cenário fiscal do Rio Grande do Norte segue crítico e sem sinais concretos de reversão no curto prazo.

 

 

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