A Associação Nacional dos Delegados de Polícia
Federal (ADPF) criticou neste sábado (17) decisões do ministro Dias Toffoli, do
Supremo Tribunal Federal (STF), relacionadas à análise de provas da Operação
Compliance Zero, que apura suspeitas de fraudes no Banco Master. A entidade
classificou as medidas como “atípicas” e afirmou haver “perplexidade
institucional” diante das ordens do magistrado.
Na última quarta-feira (14), Toffoli retirou da
Polícia Federal a custódia do material apreendido na operação e transferiu a
responsabilidade pela análise das provas para a Procuradoria-Geral da República
(PGR). Após manifestação do Ministério Público, o ministro autorizou que quatro
peritos da PF acompanhem a extração de dados, mas reforçou que o controle do
material ficará sob responsabilidade do MPF.
Para a ADPF, as decisões afrontam prerrogativas
legais da Polícia Federal e fogem dos protocolos técnicos tradicionais de
investigação criminal. Em nota, a associação afirmou que a condução de
inquéritos pela PF segue metodologia própria e que a interferência judicial em
etapas técnicas compromete a autonomia e a eficiência das apurações.
A operação autorizada por Toffoli incluiu novas
buscas, prisões temporárias e bloqueio de bens que ultrapassam R$ 5,7 bilhões,
envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro e aliados. Apesar de defender a harmonia
entre as instituições, a entidade afirmou esperar que STF e PF retomem, com
brevidade, uma atuação cooperativa e dentro dos parâmetros institucionais.
Com informações do Metrópoles

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