O pré-candidato do PT ao Governo do Estado, Cadu
Xavier, usou as redes sociais para comentar os desdobramentos da Operação
Mederi, deflagrada nesta terça-feira 27 para apurar um suposto esquema de
desvio de recursos da saúde em seis municípios do Rio Grande do Norte. Em
publicação no Instagram, o pré-candidato disse que fraudar contratos da saúde
“é desumano”.
Realizada pela Polícia Federal (PF) em conjunto com
a Controladoria Geral da União (CGU), a Operação Mederi cumpriu 35 mandados de
busca e apreensão. Um dos alvos foi o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra
(União), que é pré-candidato ao Governo do Estado e provável adversário de Cadu
na disputa eleitoral de outubro. No local, os investigadores levaram um
celular, um notebook e dois HDs.
No post do Instagram, Cadu Xavier cobrou que os
investigados prestem esclarecimentos e afirmou que pauta sua atuação enquanto
secretário de Fazenda do Governo do Estado seguindo os princípios de
“compromisso, zelo e, principalmente, honestidade”.
“A megaoperação da Polícia Federal contra desvio de
recursos no RN na casa do prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, merece atenção
de todos. Gerir recursos públicos é coisa séria e requer compromisso, zelo e,
principalmente honestidade. Tenho orgulho de gerir as finanças do Estado há 7
anos, no governo da professora Fátima, pautado por esses princípios. Que o
prefeito e demais investigados tenham o direito de prestar os devidos
esclarecimentos e apresentar suas defesas. Fraudes em contrato da Saúde é, além
de crime, totalmente desumano”, escreveu Cadu Xavier.
Operação Mederi
Deflagrada pela PF e pela CGU nesta terça-feira, a
Operação Mederi tem o objetivo de desarticular um suposto esquema criminoso
voltado ao desvio de recursos públicos e a fraudes em procedimentos
licitatórios.
Ao todo, os agentes saíram às ruas para cumprir 35
mandados de busca e apreensão no Estado, além da adoção de medidas cautelares e
patrimoniais determinadas no âmbito da investigação. Segundo o último balanço
divulgado pela PF às 18h, foram apreendidos ao todo na operação: 33 celulares,
34 dispositivos eletrônicos (notebooks, HDs e tablets), 4 veículos, 117
documentos e R$ 251 mil em espécie.
Parte do dinheiro apreendido foi encontrado em uma
caixa de isopor na casa de Oseas Monthalggan Fernandes Costa, um dos sócios da
Dismed e que foi gravado pela PF comentando a possível distribuição de propina
para Allyson Bezerra.
Além de Mossoró, as fraudes teriam ocorrido em
outros cinco municípios potiguares: José da Penha, São Miguel, Serra do Mel,
Paraú e Tibau. Mandados foram cumpridas nessas cidades e também em Natal e
Upanema.
De acordo com a PF, a operação tem como base
auditorias realizadas pela CGU. Documentos do órgão apontam falhas na execução
contratual, incluindo indícios de compra de materiais que não foram entregues,
fornecimento inadequado de insumos e sobrepreço nos contratos analisados.

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