Um nome passou a acender alertas no Palácio do
Planalto nas investigações que envolvem o Banco Master e fraudes em consignados
do INSS: o do empresário Augusto “Guga” Lima. Ex-sócio do banqueiro Daniel
Vorcaro, Lima aparece como personagem-chave por conectar o esquema financeiro a
políticas de crédito criadas em governos do PT na Bahia. Ambos foram presos preventivamente
na Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, e seguem monitorados,
aguardando novos depoimentos.
Guga Lima foi um dos responsáveis pela formatação do
CredCesta, programa de crédito consignado vinculado à antiga Cesta do Povo,
política social do governo baiano que, sob gestões petistas, migrou para um
modelo financeiro baseado em desconto em folha de servidores públicos. A
estrutura, inicialmente apresentada como ação de cunho social, tornou-se uma
engrenagem lucrativa e de alto volume, com Lima atuando como operador privado
do sistema, fora da administração formal do Estado.
A partir de 2018, ainda no governo Rui Costa (PT), o
CredCesta passou a operar em parceria com o Banco Master. Dois anos depois,
Lima se tornou sócio de Vorcaro, e o modelo foi replicado em escala nacional.
As carteiras de consignados passaram a ser cedidas, revendidas e utilizadas
como lastro em fundos de investimento e operações financeiras complexas. Parte
relevante desses créditos, segundo investigações, teria origem em associações
de servidores da Bahia sem capacidade comprovada para gerar os volumes
bilionários apresentados.
Relatórios preliminares apontam que o Master
negociou cerca de R$ 12 bilhões em carteiras com lastro questionado, incluindo
contratos de consignados não apresentados às autoridades. O entrelaçamento
entre associações, fundos de investimento e recursos ligados ao setor público
levou órgãos de controle a aprofundarem as apurações. No Congresso, a oposição
tenta avançar com CPIs para investigar as conexões entre o banco, o INSS e
governos petistas, enquanto investigadores observam um padrão comum: o uso de
estruturas associativas e benefícios públicos como base para operações
financeiras de alto risco.
Com informações da Gazeta do Povo

Nenhum comentário:
Postar um comentário