A empresa Dismed
Distribuidora de Medicamentos, alvo da operação da Polícia Federal deflagrada
nesta terça-feira (27) em Mossoró e em outros municípios do Rio Grande do
Norte, também possui contratos de valores expressivos com a Prefeitura de Assú,
no Oeste potiguar. Os dados de pagamentos levantados apontam cifras relevantes
ao longo dos últimos anos.
De acordo com as
informações, em 2022 a empresa recebeu R$ 173.897,52 da gestão municipal. Já em
2023, os repasses chegaram a aproximadamente meio milhão de reais, valor que se
repetiu no período entre 2024 e 2025, somando mais cerca de R$ 500 mil em
contratos relacionados ao fornecimento de medicamentos.
A Dismed pertence à
família do ex-vice-prefeito de Serra do Mel, Moab Soares, que é aliado político
de ao ex-prefeito de Assú, Gustavo Soares, que é pré-candidato a deputado
estadual. Gustavo é primo do atual prefeito do município, Luís Eduardo Pimentel
Soares, conhecido politicamente como Lula Soares, o que reforça o interesse
político em torno dos contratos firmados.
A empresa investigada,
segundo a apuração da Polícia Federal, atuou no fornecimento de medicamentos em
diversas prefeituras do Estado, incluindo Assú. Embora não haja, até o momento,
qualquer acusação formal contra gestores municipais fora do escopo da operação,
o envolvimento da empresa em contratos milionários levanta questionamentos e
amplia a expectativa sobre os desdobramentos da investigação.
A operação da PF tem como
base apurações sobre possíveis irregularidades na execução de contratos na área
da saúde. Com a presença da empresa em diferentes administrações municipais,
cresce a atenção sobre a possibilidade de que a investigação avance para outros
municípios do Rio Grande do Norte.
Até o momento, não houve
manifestação oficial da Prefeitura de Assú nem da Dismed Distribuidora de
Medicamentos sobre os contratos citados. As autoridades seguem com as
apurações, e novos desdobramentos não estão descartados.

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