Cerca de 12 de petroleiros carregados com petróleo
bruto e combustível da Venezuela deixaram as águas do país nos últimos dias de
forma clandestina, segundo o serviço de monitoramento TankerTrackers.com.
A saída do país rompe um rigoroso bloqueio imposto
pelos Estados Unidos em meio à intensa pressão que culminou na captura do
ditador Nicolás Maduro, durante a madrugada de sábado (3).
Todas as embarcações identificadas como tendo
deixado o país estão sujeitas a sanções americanas. Outro grupo de navios,
também sob sanções, deixou o país vazio nos últimos dias após descarregar
importações ou concluir viagens de transporte doméstico.
As partidas podem representar um alívio para a
PDVSA, estatal petrolífera venezuelana, que acumulou um grande estoque de
petróleo em navios-tanque durante o bloqueio americano, iniciado no mês
passado, que paralisou as exportações de petróleo do país.
As exportações de petróleo são a principal fonte de
receita da Venezuela. Um governo interino, agora liderado pela ministra do
petróleo e vice-presidente Delcy Rodríguez, precisará dessa receita para
financiar gastos e garantir a estabilidade interna do país.
Pelo menos quatro dos petroleiros que partiram
deixaram as águas venezuelanas por uma rota ao norte da Ilha de Margarita, após
uma breve parada perto da fronteira marítima do país, informou o
TankerTrackers.com, após identificar as embarcações em imagens de satélite.
Uma fonte com conhecimento da documentação das
partidas disse à agência de notícias Reuters que pelo menos quatro
superpetroleiros haviam sido autorizados pelas autoridades venezuelanas nos
últimos dias a deixar o país em modo de navegação discreta.
Não ficou imediatamente claro se as partidas
ocorreram em desafio às medidas dos Estados Unidos.
O presidente americano, Donald Trump, disse no
sábado (3) que um "embargo de petróleo" à Venezuela estava em pleno
vigor, mas acrescentou que, sob uma transição iminente, os maiores clientes da
Venezuela, incluindo a China, continuariam a receber petróleo.
CNN Brasil

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