A ordem do ministro Dias Toffoli (STF) para que todo
o material apreendido na investigação contra o Banco Master fique lacrado e sob
custódia do Supremo preocupa investigadores, que alertam para o risco de perda
de provas.
O receio é maior em relação a celulares e
dispositivos eletrônicos, cujo conteúdo costuma ser extraído rapidamente pela
Polícia Federal para evitar falhas, bloqueios ou degradação dos dados.
Nesta quarta-feira, a PF realizou a segunda fase da
Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de fraudes financeiras envolvendo
o banco. O dono da instituição, Daniel Vorcaro, voltou a ser alvo. Seu cunhado,
Fabiano Zettel, chegou a ser detido em um aeroporto a caminho de Dubai, mas foi
liberado.
Toffoli determinou que todos os itens apreendidos —
como celulares, notebooks, documentos, carros de luxo, relógios, R$ 98 mil em
dinheiro e uma arma — fiquem lacrados no STF até nova ordem. Ao todo, foram
cumpridos mandados em 42 endereços.
A Polícia Federal ainda não comentou oficialmente se
a decisão pode atrasar as perícias.

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