A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta
sexta-feira (23/1), a Operação Barco de Papel para investigar suspeitas de
irregularidades em aplicações financeiras que teriam colocado em risco recursos
de autarquia responsável pela gestão de aposentadorias e pensões de servidores
públicos do Rio de Janeiro, o Rioprevidência. Diretores são alvo da ação.
A investigação apura um conjunto de nove operações
financeiras realizadas entre novembro de 2023 e julho de 2024, que resultaram
na aplicação de cerca de R$ 970 milhões em Letras Financeiras emitidas pelo
Banco Master. Segundo a PF, os investimentos apresentariam nível de risco
incompatível com a finalidade previdenciária do fundo.
Nesta fase da operação, os policiais cumprem quatro
mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro, expedidos pela 6ª Vara Federal
Criminal. O objetivo é reunir documentos e dispositivos que ajudem a esclarecer
como as aplicações foram autorizadas e quem participou das decisões.
O inquérito foi instaurado em novembro de 2025, a
partir de um Relatório de Auditoria Fiscal elaborado pela Secretaria de Regime
Próprio e Complementar do Ministério da Previdência Social que apontou indícios
de irregularidades na gestão dos recursos.
De acordo com a Polícia Federal, estão sob apuração
crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, como gestão fraudulenta, desvio de
recursos, indução em erro da administração pública, fraude à fiscalização ou ao
investidor, além de associação criminosa e corrupção passiva.

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