O Brasil mantém algum tipo de participação em 34 das
66 organizações internacionais das quais o ex-presidente dos Estados Unidos
Donald Trump determinou a saída do país, segundo levantamento feito a partir de
dados oficiais da Casa Branca. A decisão, anunciada na última quarta-feira (7),
envolve tanto organismos ligados ao sistema da ONU quanto entidades
independentes, sob a justificativa de que atuariam contra os interesses
norte-americanos.
Entre essas organizações, o Brasil atua como
país-membro, parceiro institucional ou beneficiário direto de projetos em áreas
como democracia, direitos humanos, comércio internacional, meio ambiente e desenvolvimento
sustentável. Do total, 19 entidades não fazem parte da ONU e outras 15 integram
a estrutura das Nações Unidas, com presença brasileira em fóruns, conselhos e
programas de cooperação.
Um dos casos de maior repercussão é o do Instituto
Internacional para a Democracia e a Assistência Eleitoral (IDEA Internacional),
que observou as eleições brasileiras de 2022 e atestou o funcionamento do
sistema eletrônico de votação. Também figura na lista o Fundo da ONU para a
Democracia (UNDEF), que financiou cerca de US$ 2 milhões em projetos no Brasil
voltados à participação cidadã, direitos humanos e fortalecimento
institucional.
Além disso, iniciativas ligadas ao comércio, à
inclusão de mulheres exportadoras, à proteção ambiental, à pesquisa científica
e ao desenvolvimento urbano seguem ativas no país, mesmo após a decisão
americana. Especialistas avaliam que a saída dos EUA não implica,
automaticamente, no encerramento das ações no Brasil, mas pode impactar
financiamento, governança e o peso político dessas organizações no cenário
internacional.
Com informações do G1

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