A formação de cálculos renais, conhecida como pedra
nos rins, é um problema frequente e doloroso que sobrecarrega o Sistema Único
de Saúde (SUS) com internações e procedimentos de alta complexidade. Diante
desse cenário, o Brasil avança no desenvolvimento do primeiro fitoterápico à
base do quebra-pedra para distribuição pelo SUS.
O medicamento, feito a partir da planta Phyllanthus
niruri, está sendo desenvolvido por pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz
(Fiocruz). Tradicionalmente usada na medicina popular, a planta passa agora por
um processo de padronização para garantir segurança, dose adequada e eficácia
no uso clínico.
Segundo o urologista Alex Meller, do Hospital Vila
Nova Star, o quebra-pedra atua principalmente na prevenção da formação dos
cálculos, ao interferir na cristalização e na agregação dos cristais que
originam as pedras. Há também indícios de que o fitoterápico auxilie na
eliminação de pequenos fragmentos após tratamentos como a litotripsia.
A nutricionista Thaís Barca, especialista em
fitoterapia, explica que a planta contém compostos com ação diurética,
anti-inflamatória e antioxidante, que ajudam a dificultar a formação dos
cálculos e facilitam a eliminação de microcristais. Ela ressalta, no entanto,
que o produto não substitui o tratamento médico e não é eficaz para quebrar
pedras grandes já formadas.
Especialistas alertam que, apesar de natural, o uso
do quebra-pedra deve ser orientado por profissionais de saúde, já que pode causar
efeitos adversos e interagir com outros medicamentos. O fitoterápico ainda
depende de estudos clínicos mais amplos antes de ser incorporado de forma
definitiva à rede pública.

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