O ano político começou com
o pé esquerdo para prefeitos em todo o Brasil. Operações policiais,
investigações e ações ostensivas têm se multiplicado em diversos municípios,
especialmente nas cidades de maior porte, deixando um recado direto: ninguém
está fora do radar.
O cenário atual é de
tensão permanente para os gestores. Em Recife, o prefeito conhecido como
“prefeito do TikTok” afirmou ter encontrado um rastreador supostamente
instalado pela Polícia Civil, fato que gerou repercussão nacional e levantou
debates sobre limites, investigações e exposição pública. Em Mossoró, a Polícia
Federal bateu à porta do prefeito, e, antes mesmo da conclusão de qualquer
procedimento formal, parte da imprensa já aponta culpados, ignorando o devido processo
legal.
Nesta quarta-feira, o
episódio mais grave: o prefeito de Ielmo Marinho foi preso em flagrante durante
operação da Polícia Civil, acusado de embaraçar investigação envolvendo
organização criminosa. O caso reforça a sensação de que os prefeitos se
tornaram o alvo preferencial do momento.
A pergunta que ecoa nos
bastidores da política municipal é simples e inquietante: quem será o próximo?
A cada nova operação, cresce o clima de insegurança política, administrativa e
até pessoal entre gestores, secretários e aliados.
O fato é que o sistema é
bruto. A política deixou de ser espaço para amadores, improviso ou vaidade.
Hoje, só permanece quem entende que governar é enfrentar pressão, fiscalização
constante, exposição extrema e riscos diários. Não é para quem entra achando
que é só gravar vídeo, inaugurar obra e sorrir para a câmera.
O alerta está dado: os
prefeitos estão na mira, e o jogo só aguenta quem gosta de política de verdade.

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