A decisão conjunta do Banco Central e do CMN
(Conselho Monetário Nacional) de proibir o uso das palavras “banco” e “bank”
para as instituições do setor financeiro que não são bancos deve obrigar o
Nubank a mudar de nome. A informação é do Poder 360.
A medida, de sexta-feira (28), foi adotada depois de
consulta pública sobre o tema, iniciada em fevereiro. Entrou em vigor na data
de publicação.
O Nubank tem autorização para atuar como instituição
de pagamento, sociedade de crédito e corretora de valores, mas não como banco.
O Nubank disse em nota enviada ao Poder360 que
analisa a nova determinação do Banco Central sobre a nomenclatura de
instituições financeiras. “Reforçamos nosso compromisso histórico e inegociável
de seguir rigorosamente toda a legislação e regulamentação vigente no país,
respeitando os prazos e as determinações da autoridade monetária”. Leia a
íntegra nota (PDF – 21 kB).
“O Nubank reforça, ainda, que a norma diz respeito
apenas ao nome das instituições e não aos serviços prestados e que conta com
todas as licenças necessárias para oferecer os produtos atualmente disponíveis
em sua plataforma. Nossas operações e a oferta de nossos produtos e serviços
seguem normalmente, sem nenhum impacto para os clientes”, afirmou a
instituição.
A medida do Banco Central e do CMN tem como alvo as
fintechs –empresas de tecnologia do setor financeiro– que utilizavam “bank” e
outros termos que não representavam atividade formal da empresa. A autoridade
monetária estima que de 15 a 20 instituições deverão ser afetadas com a
decisão.
A resolução estabelece regras para a nomenclatura e
a forma de apresentação ao público das instituições autorizadas a funcionar
pelo Banco Central. A nomenclatura abrange:
- nome
empresarial;
- nome
fantasia;
- marca;
- domínio
de internet.
As regras também valem para qualquer meio de
comunicação e apresentação ao público dessas instituições. “Será vedado às
instituições utilizar termos que sugiram atividade ou modalidade de
instituição, em português ou em língua estrangeira, para a qual não tenham
autorização de funcionamento específica”, disse o Banco Central.

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