O Globo
A entrada em vigor da nova política de preços da
Petrobras vai coincidir, nas próximas semanas, com uma mudança no valor do ICMS
sobre combustíveis e com o fim da desoneração de tributos federais.
Com isso, o consumidor poderá lidar com uma gangorra
nos preços. Segundo cálculos de Andréa Angelo, estrategista de inflação da
Warren Rena, a Petrobras precisará reduzir o valor do litro da gasolina em 14%
até julho para evitar que a alta de impostos pressione o preço final nas
bombas.
Atualmente, as alíquotas do ICMS são definidas por
cada estado e variam de 17% a 20%, segundo números do Comitê dos Secretários de
Fazenda dos Estados e do DF (Consefaz). A partir de quinta-feira, 1º de junho,
o imposto estadual cobrado será de R$1,22 por litro de gasolina ou etanol
anidro em todo o território nacional. Na prática, o imposto vai subir, visto
que o valor médio do ICMS está em R$ 1,08 por litro, considerando o preço atual
da gasolina e as alíquotas dos estados.
A redução de 12,6% da gasolina nas refinarias,
anunciada pela Petrobras e que passou a valer no último dia 17, pode mais do
que compensar o custo do imposto estadual a partir de junho no preço de revenda
do combustível ao consumidor. Mas não dará fim à gangorra dos preços: se a
tendência é de leve redução em junho, a perspectiva é de aumento no mês
seguinte, o que vai em direção contrária à estratégia do Palácio do Planalto de
controlar a inflação e agradar à classe média.

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