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A Secretaria de Estado da Segurança Pública e da
Defesa Social (Sesed) deflagrou nas primeiras horas da manhã desta sexta-feira
(17) uma operação envolvendo as polícias Civil, Militar e Federal com o objetivo
de desarticular uma organização criminosa que atuava no litoral sul potiguar.
Além do tráfico de drogas e assaltos, o grupo criminoso tinha como
característica principal matar e atentar contra agentes de segurança pública.
Pelo menos 4 policiais foram alvos de atentados nos últimos 5 anos. Um policial
e a esposa de um policial foram mortos.
A operação, que recebe o nome de Normandia*, cumpriu
54 mandados judiciais em 22 alvos, sendo 30 de prisões preventivas e 24 buscas.
A ação contou com o efetivo de mais de 100 policiais e o apoio do helicóptero
01 do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer).
Segundo as investigações, a organização movimentava
aproximadamente R$ 150 mil por mês com tráfico e assaltos. O dinheiro era
repassado para José Kemps Pereira de Araújo (Alicate), 45 anos, preso em
janeiro por cumprimento de decisão judicial. Ele
é apontado como um dos chefes de uma facção criminosa que atua no Rio Grande do
Norte e já havia sido destaque de uma série de reportagens da 96 FM sobre o
crime organizado no RN.
Na última quarta-feira (14), Alicate, como é mais
conhecido, foi transferido da Penitenciária Estadual de Alcaçuz, em Nísia
Floresta, para o Presídio Federal de Mossoró, por ser apontado como um dos
mandantes dos ataques criminosos que vem ocorrendo no Estado.
*O nome da operação faz referência a maior operação aeronaval da história, quando tropas aliadas desembarcaram no litoral de Normandia.
O QUE A POLÍCIA FEDERAL AFIRMA
A ação de hoje é realizada no interesse de inquérito
policial instaurado no ano de 2022, por meio do qual se identificou a atuação
de facção criminosa dedicada ao tráfico de drogas e outros crimes graves, como
roubos e homicídios. Entre os alvos da operação está um dos líderes da facção,
apontado como responsável por ordenar os recentes ataques acontecidos nesta
semana em Natal e diversos municípios do Rio Grande do Norte.
Os investigados poderão responder por organização
criminosa e tráfico de drogas e, se condenados, cumprir pena de até 23 anos de
reclusão.
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