A Justiça Estadual do Rio Grande do Norte condenou a
24 anos e cinco meses de prisão um homem acusado de matar o mototaxista Luciano
de Araújo Dantas a pedradas para roubar a moto da vítima. O crime aconteceu em
junho de 2021 na zona rural de Carnaúba dos Dantas, na região Seridó.
O juiz Bruno Montenegro Ribeiro Dantas, da comarca
de Acari, sentenciou o homem pelo crime de latrocínio. Segundo a acusação do
Ministério Público, o crime aconteceu no dia 19 de junho, um sábado, por volta
das 16h, no Sítio Xique-Xique.
Após matar o mototaxista, o acusado roubou uma
motocicleta Honda Titan e uma carteira com documentos pessoais e R$ 90,00
pertencentes à vítima, "que faleceu em razão da violência empregada".
O crime
De acordo com a Promotoria de Acari, o acusado pediu
à vítima, que era mototaxista, para levá-lo até uma “banqueta” no Sítio
Xique-Xique, onde ele trabalhava. Chegando ao local combinado, o homem desceu
da motocicleta e anunciou o assalto. O mototaxista tentou reagir, mas foi
violentamente golpeado com pedradas na cabeça e ficou inconsciente.
Depois disso, o réu ainda teria arrastado o corpo da
vítima por cerca de quatro metros para dentro de um matagal, para tentar
ocultar o crime, e ainda desferiu vários outros golpes na cabeça do
mototaxista.
Ainda segundo a denúncia, as pedradas causaram na
vítima “traumatismo cranioencefálico”, além de várias outras lesões, conforme
Laudo de Exame Necroscópico anexado ao processo criminal.
Segundo a Justiça, o réu foi visto pelo arrendatário
do sítio saindo do local do crime. O homem ainda encontrou a vítima agonizando
e buscou socorro médico, mas o mototaxista faleceu antes da chegada da
ambulância.
Acionada, a Polícia Militar procurou o acusado e o
localizou já na sua própria casa, ainda com os itens roubados e com as roupas
banhadas com o sangue da vítima. Ele foi preso em flagrante.
Na acusação, o MP considerou que o crime foi
premeditado, uma vez que o réu sabia que a vítima, embora mototaxista,
costumava emprestar dinheiro, o que teria o levado a escolhê-la como alvo.
Para o juiz que julgou o caso, a existência do crime
ficou devidamente provada e considerou que os documentos juntados e os
depoimentos testemunhais colhidos não deixam dúvidas de que o acusado foi o
autor.
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