O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva
(PT) anunciou um reajuste de 15% no piso do Bolsa Família, elevando o benefício
de R$ 600 para R$ 691. A medida, tratada por analistas como uma ação de
“corrida contra o relógio” diante de um cenário de reeleição acirrado, gerou
discussões sobre a responsabilidade fiscal e o uso da máquina pública.
O economista e comentarista da Globo News e Folha de
São Paulo, Joel Pinheiro, acredita que as medidas populistas na reta final da
campanha eleitoral anunciadas pelo presidente representa um ‘desespero’ do
chefe do executivo.
“Esse aumento que o Lula anunciou do Bolsa Família
tem um nome muito claro, desespero. Só para quem não está sabendo, o Bolsa
Família vai subir de 600 para 691. Um aumento de 15%, bem expressivo, que
vai custar bastante para os cofres públicos”, disse o economista.
Joel Pinheiro enfatizou que essa é uma medida de
corrida contra o relógio de uma campanha de reeleição que está sentindo que a
maré pode ter virado. “Como é que a gente sabe que é uma medida
desesperada? É bom dizer, né? Porque em 31 de agosto, o governo mandou sua
proposta de orçamento para o ano que vem e não constava esse aumento do Bolsa
Família. Então é uma decisão realmente tomada agora, para ver se reverte,
para ver se dando mais dinheiro para as pessoas reverte um pouco a
intenção de voto dele e garante uma vitória”, comentou o analista.

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