O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) revelou
que a acusação de estupro de vulnerável contra o deputado federal Alfredo
Gaspar (PL-AL) teve como uma de suas origens uma conversa com a jornalista
Alessandra Medina, da revista Piauí. Segundo o parlamentar, ele soube do caso
por meio da senadora Soraya Thronicke (PSB-MS), que informou que Medina estava
apurando o assunto.
“Eu soube pela Soraya Thronicke, que disse que uma
jornalista chamada Alessandra Medina, do Piauí, estava fazendo uma matéria. Eu
conheço a Alessandra Medina e entrei em contato com a Alessandra Medina. A
Alessandra Medina disse que tinha conversado com a garota no shopping. E ela
mantém isso”, detalhou, em entrevista ao UOL News publicada nesta quarta-feira
(12).
Lindbergh ainda afirmou que já tinha a informação
cerca de 10 dias antes de reagir à provocação de Gaspar, que o chamou de
“lindinho”, codinome encontrado nas planilhas da empreiteira Odebrecht para
recebimento de propina.
Em depoimento à Polícia Legislativa da Câmara, Luiz
Antônio Lopes alegou que uma mulher foi paga para dizer a uma repórter que
havia sido estuprada por Gaspar quando tinha 13 anos. Com o crime, teria
nascido uma criança, hoje com 8 anos. A informação deu margem para que a
oposição passasse a falar em fraude. O termo surgiu na voz do senador Flávio
Bolsonaro (PL-RJ) para descartar a substituição do candidato a vice-presidente
em sua chapa.
Após a divulgação do depoimento, Lindbergh passou a
desqualificar o relato de Lopes. Para o petista, o ato é que foi a verdadeira
armação, feita para atacar sua credibilidade. O ministro do Supremo Tribunal
Federal (STF) Gilmar Mendes pediu esclarecimentos após o caso passar à alçada
da Polícia Federal (PF).
“Foi o Gaspar que levou esse Luiz Antônio Lopes para
depor na Polícia Legislativa. E alguém na Câmara autorizou. E mandou esse
depoimento pro STF. A Polícia Legislativa não tem essa atribuição. Não me
escutaram. Era como se quisessem resolver o assunto a partir do depoimento
desse picareta”, completa.
Com informações de UOL

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