terça-feira, 11 de agosto de 2026

ANP inclui mais de 1 mil km² da Bacia Potiguar em leilão de petróleo

 


Mais de mil quilômetros quadrados de áreas terrestres da Bacia Potiguar localizadas no Rio Grande do Norte estarão em disputa no próximo leilão de petróleo e gás promovido pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Ao todo, os cinco setores incluídos na oferta abrangem 1.229,979 km², considerando também uma área de 206,537 km² localizada no Ceará. A sessão pública está marcada para 7 de outubro, quando a agência realizará dois ciclos da Oferta Permanente.

A Bacia Potiguar é a que terá a maior presença entre as bacias sedimentares nordestinas incluídas no 6º Ciclo da Oferta Permanente de Concessão (OPC6). Ao todo, serão cinco setores terrestres da bacia colocados em oferta: SPOT-T1B (Ceará), SPOT-T2, SPOT-T3, SPOT-T4 e SPOT-T5. No Rio Grande do Norte, as áreas somam 1.023,442 km², espalhados por municípios do Oeste, Vale do Açu e região litorânea ao Norte.

Segundo a ANP, há empresas interessadas nas áreas. “No modelo de Oferta Permanente, para um setor de blocos ou de áreas com acumulações marginais ser incluído em um ciclo (neste caso, o 6º Ciclo da Oferta Permanente de Concessão), é preciso que ao menos um dos blocos daquele setor receba declaração de interesse de uma ou mais empresas com inscrição ativa”, informou a agência. “Há cinco setores da Bacia Potiguar no 6º Ciclo, o que significa que blocos desses cinco setores receberam declarações de oferta”, completou.

A quantidade de empresas interessadas especificamente em cada setor ou bacia, porém, não é divulgada. De acordo com a ANP, a informação não é tornada pública para não prejudicar a competição durante a sessão de ofertas. A inclusão das áreas não significa que exista petróleo ou gás comprovadamente disponível para produção. Os setores são colocados em disputa para exploração e as empresas vencedoras assumem os riscos dessa etapa. Somente após estudos, pesquisas sísmicas e eventual perfuração é possível confirmar a existência de reservas comercialmente viáveis.

O maior conjunto de áreas no Rio Grande do Norte está no SPOT-T4, que soma 394,259 km². Os blocos estão distribuídos principalmente entre Mossoró e Governador Dix-Sept Rosado, mas também alcançam Upanema, Assú, Apodi e Felipe Guerra. O setor inclui ainda uma área de acumulação marginal, onde já houve produção ou descoberta de petróleo ou gás, mas deixou de ser explorada ou não foi considerada economicamente atrativa para grandes empresas.

O SPOT-T2, com 242,303 km², abrange Grossos, Tibau, Areia Branca e Mossoró. Já o SPOT-T3 soma 208,188 km² e alcança Porto do Mangue, Carnaubais, Macau, Serra do Mel e Pendências. O SPOT-T5, por sua vez, reúne 178,692 km² em áreas de Pendências, Alto do Rodrigues, Carnaubais e Assú. No Ceará, o SPOT-T1B envolve Itaiçaba, Jaguaruana, Aracati, Limoeiro do Norte e Tabuleiro do Norte.

A distribuição mostra que a oferta alcança áreas já tradicionalmente associadas à atividade de petróleo em terra. A região possui histórico de exploração e produção de petróleo e gás natural, o que torna a nova rodada relevante para a continuidade da atividade em terra.

Dos 22 setores que serão ofertados no 6º Ciclo da Oferta Permanente de Concessão, 13 estão em bacias sedimentares do Nordeste. Além da Potiguar, haverá setores nas bacias do Recôncavo, na Bahia; Ceará; Parnaíba, entre Maranhão e Piauí; e Tucano, também na Bahia.

No mesmo dia do 6º Ciclo da Oferta Permanente, a agência realizará o 4º Ciclo da Oferta Permanente de Partilha de Produção (OPP4), com 13 blocos no pré-sal das bacias de Campos e Santos. As empresas podem manifestar interesse até 31 de agosto de 2026. Depois desse prazo, só poderão participar por meio de consórcio com companhias habilitadas.

 

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