A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo
(Fiesp) reagiu ao novo tarifaço anunciado pelos Estados Unidos contra produtos
brasileiros e criticou a condução do governo Lula nas negociações com
Washington.
Em nota, a entidade afirmou que a tarifa adicional
de 25% prejudica a competitividade das empresas brasileiras e classificou como
negativos os “ruídos diplomáticos” na relação entre os dois países, conforme o
Metrópoles.
Segundo a Fiesp, o mercado norte-americano é o
principal destino de produtos brasileiros de maior valor agregado. O presidente
da entidade, Paulo Skaf, afirmou que o novo imposto sobre exportações se soma a
problemas enfrentados pelas empresas, como carga tributária elevada e juros
altos.
“O novo ‘pedágio’ imposto às exportações se soma à
realidade enfrentada pelas nossas empresas”, disse Skaf, em nota divulgada pela
entidade.
A Fiesp também afirmou que o Brasil deveria ter
adotado uma postura “técnica e pragmática” nas tratativas com os Estados
Unidos, em vez de “ruídos diplomáticos desnecessários, críticas personalistas,
discursos eleitorais e desalinhamento político com Washington”.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o
governo considera as tarifas “desproporcionais” e “injustas” e informou que
medidas para setores afetados estão sendo avaliadas.
Apesar da reação da Fazenda, o Ministério avalia, no
Boletim Macrofiscal, que uma tarifa adicional de 25% teria impacto limitado
sobre a economia brasileira.

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