O Ministério da Fazenda passou a prever inflação de
5,1% em 2026, índice acima do teto da meta estabelecida para o Banco Central. A
nova estimativa foi divulgada no Boletim Macrofiscal da Secretaria de Política
Econômica (SPE).
Segundo a pasta, a revisão da projeção considera,
entre outros fatores, os impactos dos choques recentes nos preços do petróleo e
derivados, além da maior probabilidade de ocorrência do fenômeno climático El
Niño, que pode pressionar os preços dos alimentos.
O governo também afirma que fatores como a
manutenção da taxa básica de juros em patamar elevado e a expectativa de
desaceleração da atividade econômica no segundo semestre tendem a ajudar a
conter a inflação.
A meta contínua de inflação é de 3%, com margem de
tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Com a nova projeção
de 5,1%, a estimativa oficial supera o limite máximo da meta.

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