O PT já acionou a Justiça 80 vezes durante a
pré-campanha de 2026, número 25% maior que o registrado em todo o período
pré-eleitoral de 2022, quando o partido apresentou 64 ações.
Segundo a equipe jurídica da campanha do presidente
Lula, as representações têm como alvo, principalmente, publicações de
adversários que, na avaliação do partido, associam Lula e o PT a organizações
criminosas, além de conteúdos considerados desinformativos ou com possível
propaganda eleitoral antecipada.
Um dos casos mais recentes envolve um vídeo exibido
na convenção do PL que oficializou a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à
Presidência.
A peça utilizou inteligência artificial para
reproduzir a imagem e a voz do ex-presidente Jair Bolsonaro. O PT acionou o TSE
e pediu a retirada do conteúdo, alegando uso irregular da tecnologia.
A ofensiva também chegou à Procuradoria-Geral
Eleitoral (PGE). O partido protocolou uma notícia de fato pedindo investigação
sobre a participação do presidente da Argentina, Javier Milei, na convenção do
PL, sob o argumento de possível interferência indevida no processo eleitoral
brasileiro.
As 80 ações foram contabilizadas na segunda-feira
(27), quando ainda faltavam 20 dias para o fim da pré-campanha.
Segundo a equipe de Lula, a estratégia inclui o
monitoramento permanente de conteúdos nas redes sociais, especialmente
publicações que envolvam inteligência artificial, desinformação e possíveis
irregularidades eleitorais.

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