O jornal O Estado de S. Paulo publicou
um editorial em
que critica o aumento dos gastos da Presidência da República com publicidade
institucional no primeiro semestre de 2026.
Segundo o jornal, foram desembolsados R$ 255,3
milhões no período, o maior valor para um primeiro semestre em pelo menos 17
anos.
Na avaliação do editorial, o crescimento das
despesas em ano eleitoral levanta dúvidas sobre a separação entre a comunicação
de interesse público e a promoção institucional do governo.
O texto cita, entre as campanhas de maior destaque,
a divulgação da proposta de ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda.
O editorial também observa que o debate não se
restringe ao atual governo. Segundo o jornal, diferentes administrações
recorreram à publicidade oficial para ampliar sua presença no debate público,
motivo pelo qual defende regras mais rígidas para limitar esse tipo de gasto
durante anos eleitorais.
Outro ponto abordado é a mudança na legislação
eleitoral, que passou a limitar os empenhos com publicidade oficial, e não os
pagamentos efetivamente realizados.
Especialistas citados pelo jornal defendem que o
controle deveria considerar os valores efetivamente pagos ou liquidados, por
refletirem a publicidade que chega ao cidadão.
Ao final, o Estadão sustenta que a
comunicação institucional deve servir para informar a população sobre serviços
e políticas públicas, e não para conferir vantagem eleitoral ao governante que
ocupa o cargo.

Nenhum comentário:
Postar um comentário