O Ministério da Fazenda gastará R$ 7,5 milhões na
aquisição de computadores e cadeiras de escritório para a Secretaria do Tesouro
Nacional (STN). Contudo, dados do Ministério da Gestão e da Inovação indicam
que 56% dos funcionários da Fazenda atuam hoje em regime de teletrabalho
híbrido ou integral.
A maior parcela dos recursos, somando R$ 4,69
milhões, foi destinada a 550 computadores de mesa e 700 cadeiras. A pasta
confirmou, via Lei de Acesso à Informação ao portal Metrópoles, que
a compra ocorreu sem um diagnóstico formal que medisse a real demanda.
— Não há estudo ou diagnóstico formal específico que
dimensione a quantidade de pessoas que utilizam as instalações da STN,
segregadas por categoria (servidores efetivos, cedidos, requisitados,
terceirizados e estagiários) — afirma a gestão.
Os servidores do Tesouro Nacional que realizam as
atividades em formato híbrido precisam cumprir apenas 32 horas presenciais por
mês, o equivalente a quatro dias de expediente. Visitas ao local, realizadas
pelo portal, constataram salas vazias ou com baixa ocupação recorrente.
A compra também inclui 300 notebooks, orçados em R$
2,84 milhões. Até o início do mês de junho, os computadores portáteis ainda não
haviam sido entregues, enquanto parte das cadeiras e dos computadores de mesa
adquiridos permanecia guardada no prédio.
A Fazenda alegou que utilizou uma estimativa baseada
em registros funcionais do sistema de gestão de pessoas para o planejamento do
espaço. O órgão justificou a aquisição apontando critérios operacionais, de
segurança e a necessidade de renovar o mobiliário.
O número de trabalhadores remotos na pasta cresceu
32% entre janeiro de 2025 e maio de 2026. Em respeito às normas vigentes, o
Ministério declarou que o atendimento aos fluxos segue os parâmetros legais,
omitindo detalhes pessoais devido à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

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