O governo federal estima que o novo tarifaço dos
Estados Unidos deve atingir cerca de 18% das exportações brasileiras para o
país. De acordo com o ministro do Desenvolvimento, Márcio Elias, em relação ao
período de 2024, os números correspondem a US$ 7,4 bilhões.
“Com essa nova tarifa, nós vamos ter cerca de 18%
das nossas exportações atingidas, o que corresponde a US$ 7,4 bilhões de
dólares, isso considerando o período de 2024. Se considerarmos 2025, já com as
tarifas, cai para 15%”, afirmou.
Para reduzir os impactos das tarifas, o
vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), afirmou que o governo federal vai
lançar um programa de apoio para os setores econômicos que forem prejudicados
pela medida. O programa será uma resposta a decisão do governo do presidente
Donald Trump, que vai aplicar uma sobretaxa de 25% sobre produtos brasileiros a
partir de 22 de julho.
“O governo terá um programa de apoio aos que aqui
estão labutando, trabalhando e que tenham problemas”, afirmou Alckmin em
coletiva de imprensa, nesta quinta-feira (16/7).
Além de Alckmin, participaram da coletiva os
ministros Márcio Elias (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior), Dario
Durigan (Fazenda), Mauro Vieira (Relações Exteriores), João Paulo Capobianco
(Meia Ambiente), a secretária de Justiça, Maria Rosa Guimarães, e o presidente
do Banco Central, Gabriel Galípolo.
Alckmin ainda classificou a medida como “injusta e
descabida”. “A medida é injusta e descabida. Injusta porque se pegarmos os
dados, nos últimos 15 anos os EUA tiveram superávit na balança comercial e não
déficit”, afirmou o vice-presidente.
Alckmin informou que o governo estuda aplicar a Lei
da Reciprocidade contra os EUA — que permite ao Brasil adotar medidas
equivalentes contra países que imponham barreiras unilaterais a produtos
nacionais.
“Nós temos uma lei (da Reciprocidade), aprovada por
unanimidade no Congresso Nacional e que o governo, no momento adequado, saberá
implementá-la”, afirmou.
Metrópoles

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