Enquanto o município recebe repasses milionários do
Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e o adicional constitucional de 1%
do Governo Federal, documentos oficiais levantam questionamentos sobre a gestão
de uma compra realizada para a Semana Santa de 2026.
Os registros apontam a aquisição de 3.500 kg
de peixe tipo atum, no valor de R$ 74.900,00, destinados à
distribuição para a população durante o período religioso. A documentação
consultada mostra que a despesa foi regularmente empenhada e liquidada pela
administração municipal.
No entanto, ao consultar o Portal da
Transparência, o pagamento dessa despesa não consta como realizado,
permanecendo registrado com valor pago de R$ 0,00. A situação chama
atenção porque a obrigação financeira já foi reconhecida pela própria
administração por meio da liquidação da despesa.
O caso ganha ainda mais repercussão diante do volume
de recursos recebidos pelo município. Segundo os dados apresentados, Tangará
recebe, em média, cerca de R$ 6 milhões mensais em repasses do
FPM, além do adicional constitucional de 1% destinado às
prefeituras brasileiras.
Diante desse cenário, cresce o questionamento da
população: se a despesa foi empenhada, liquidada e reconhecida pela
própria Prefeitura, por que ela ainda não aparece como paga no Portal da
Transparência? A expectativa agora é por esclarecimentos da
administração municipal e dos órgãos responsáveis pelo controle das contas
públicas.
A situação tem gerado indignação entre a população,
que questiona a destinação dos recursos públicos e cobra transparência na
aplicação do dinheiro recebido pelo município.
Diante das denúncias, fica o questionamento: para
onde está indo esse dinheiro? Caso existam indícios de irregularidades na
gestão dos recursos públicos, a apuração cabe aos órgãos de controle, como o Ministério
Público e os tribunais competentes.

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