A Prefeitura do Natal se manifestou sobre o
relatório técnico da Fundação Norte-rio-grandense de Pesquisa e Cultura
(Funpec/UFRN), que analisou a evolução da engorda da Praia de Ponta Negra a
partir de medições realizadas entre fevereiro de 2025 e fevereiro de 2026.
De acordo com o estudo, houve redução de 39,27% no
volume de sedimentos acima da linha d’água na área monitorada, o que
corresponde a uma diminuição de cerca de 400,9 mil metros cúbicos no período
analisado. O levantamento também identificou maior variação no trecho próximo
ao Morro do Careca, além de diferenças entre as três áreas avaliadas: Via
Costeira, trecho central de Ponta Negra e entorno do Morro do Careca.
Em nota de esclarecimento, informou o Portal
98 FM, a gestão municipal afirmou que o relatório não conclui perda definitiva
de 40% do aterro hidráulico. Segundo a prefeitura, a análise se restringe à
faixa da praia e as variações observadas estão relacionadas à dinâmica natural
de transporte e redistribuição de sedimentos ao longo da orla, sem indicar
saída do material do sistema costeiro.
A administração municipal também destacou que,
conforme o próprio relatório, ainda não é possível determinar com precisão a
origem e o destino dos sedimentos, o que dependeria de estudos complementares.
A prefeitura reforçou ainda a necessidade de cautela na interpretação dos
dados, para evitar conclusões antecipadas sobre o comportamento da área.
Nota de esclarecimento na Íntegra
Sobre o relatório produzido pela Funpec
e que aborda o aterro hidráulico de Ponta Negra, temos a esclarecer os
seguintes pontos:
O relatório citado não afirma que houve
perda definitiva de 40% do aterro hidráulico. A análise realizada refere-se
exclusivamente à faixa da praia e, ainda assim, em uma redução associada à
dinâmica natural de transporte e redistribuição de sedimentos ao longo da orla,
sem representar a saída desse material do sistema costeiro.
Conforme destacado no próprio relatório
técnico, é prematuro determinar com precisão origem, transporte e destino dos
sedimentos, o que demandará estudos técnicos complementares.
Ressaltamos, por fim, ser fundamental
uma avaliação criteriosa sobre dados tecnicamente tão rigorosos, a fim de
evitar conclusões precipitadas, inconsistentes ou entendimentos distorcidos
sobre o andamento do projeto.

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