A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta terça-feira
(23/6), a Operação Miragem, contra um esquema de fraudes financeiras
relacionadas ao Banco Digimais, do bispo evangélico Edir Macedo. O fundador da
Igreja Universal do Reino de Deus foi alvo de quebra de sigilo bancário e
fiscal.
Além do religioso, também foi autorizada a quebra
dos sigilos de outros 17 alvos da operação e o cumprimento de mandados de busca
e apreensão contra nove alvos em São Paulo. De acordo com a corporação, Edir
Macedo não é alvo dos mandados por residir no exterior.
Segundo a investigação, os alvos teriam manipulado
demonstrativos contábeis e registros regulatórios para ocultar sua real
situação financeira do Banco Digimais. O objetivo seria criar uma aparência de
solvência para burlar a fiscalização dos órgãos de controle e viabilizar
operações supostamente irregulares.
A decisão judicial também autorizou a PF a sequestrar
e bloquear bens do bispo e dos outros nove alvos de busca e apreensão. O
montante é de mais de R$ 670 milhões e, segundo a corporação,
corresponde ao ganho patrimonial com a suposta fraude.
Quem são os alvos da operação:
Mandados de busca e apreensão
- Marcelo
de Lima Brasil
- João
Alves de Campos
- Rodrigo
Ruggero
- João
Luiz Urbaneja
- Thiago
Rodrigues Urbaneja
- José
Roberto Giancoli Filho
- Rodrigo
Balassiano
- Banco
Digimais S.A.
- ID
Corretora de Títulos e Valores Mobiliários S.A.
Quebra de sigilo fiscal
- B.A.
Empreeendimentos e Participações S/A
- Banco
Digimais S.A.
- Bless
Capital Gestora de Recursos
- Digimais
Securitizadora de Créditos Financeiros S.A.
- Edir
Macedo Bezerra
- EXP
1 FIDC-NP
- Guidare
FIM CP
- Hermon
Fundo de Investimento em Direitos Creditórios Não Padronizados (FIDC-NP)
RL
- ID
112 FIDC-NP
- ID
Corretora de Títulos e Valores Mobiliários S.A.
- João
Alves de Campos
- João
Luiz Urbaneja
- José
Roberto Giancoli Filho
- Marcelo
de Lima Brasil
- Rocha
Silva Consultoria e Estruturação (Marcos Serviços de Consultoria Ltda)
- Rodrigo
Balassiano
- Rodrigo
Ruggero
- Thiago
Rodrigues Urbaneja
Segundo a corporação, os investigados poderão
responder pelos crimes de gestão fraudulenta, inserção de dados falsos em
demonstrativos contábeis e realização de operações de crédito vedada.
Metrópoles

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