A empresa Midea confirmou, nesta sexta-feira (26/6),
que afastou o gerente chinês acusado de agredir fisicamente um trabalhador da
fábrica em Pouso Alegre, no Sul de Minas, após denúncia feita por funcionários.
Contudo, afirmou que o caso “não ocorreu nas dimensões noticiadas” e negou que
tenha havido “chicoteamento”.
A notícia é do Metrópoles. “A companhia confirma que
houve um incidente envolvendo um gestor expatriado e um colaborador local, mas
não nas dimensões noticiadas. Após as devidas investigações, a empresa refuta a
alegação de que houve chicoteamento de um colaborador em suas instalações”, diz
a nota.
No texto, a empresa informou que tomou as medidas
necessárias após o registro do caso. Segundo a companhia, o trabalhador
agredido continua exercendo suas atividades normalmente, e o caso está sendo
tratado em diálogo com o sindicato e as autoridades.
A Midea também afirmou que vai reforçar o
treinamento de gestores estrangeiros sobre comunicação, legislação trabalhista
e conduta no ambiente de trabalho. Além disso, negou que tenha havido
paralisação na fábrica e disse que a produção segue normalmente.
Entenda o caso
Na última terça-feira (23/6), de acordo com o
Sindicato dos Metalúrgicos de Pouso Alegre, os funcionários cruzaram os braços
após o trabalhador, do setor de qualidade, denunciar que foi atingido com tapas
nas costelas e golpeado com uma borracha de vedação enquanto exercia suas
funções.
“As trabalhadoras e os trabalhadores estão em
protesto contra a postura do gestor chinês. O gestor chinês pegou o trabalhador
na linha de produção e veio agredir o trabalhador com uma borracha de
geladeira. Não pode, aqui no Sul de Minas e muito menos aqui no Brasil. A
escravidão já se passou há muitos anos, então não podemos aceitar”, disse o
presidente do sindicato, Francisco Pereira.
Já nesta sexta, Pereira informou que, após uma
reunião de seis horas e meia realizada nessa quinta-feira (25/6), houve um
avanço significativo nas negociações.
“Destaca-se o afastamento do indivíduo suspeito de
agressão da unidade de Pouso Alegre, bem como a garantia de estabilidade para o
trabalhador agredido, incluindo acompanhamento médico e psicológico”, falou.
Ao ser perguntado sobre os rumos da paralisação, o
sindicato informou apenas que “na próxima semana, realizará uma atividade
informativa para os colaboradores, abordando os avanços alcançados e a
suspensão do envolvido”.
A reportagem entrou em contato com a Polícia Civil
de Minas Gerais (PCMG) e aguarda um posicionamento.

Nenhum comentário:
Postar um comentário