O regime de Nicolás Maduro foi apontado como
responsável por mais de 10 mil mortes na Venezuela ao longo da última década,
de acordo com o relatório oficial do Programa Venezuelano de Educação-Ação em
Direitos Humanos (Provea), uma ONG que atua na defesa dos direitos civis na
Venezuela, segundo o Portal Paulo Mathias.
A divulgação dos dados acontece meses após a captura
de Maduro em uma operação militar das forças especiais dos Estados Unidos em
Caracas, autorizada pelo presidente Donald Trump.
O ex-ditador e sua esposa, Cilia Flores, respondem a
graves acusações criminais e de narcoterrorismo em Nova York.
Foram documentadas 10.853 vítimas de execuções extrajudiciais
no período. O levantamento revela uma tática sistemática do Estado venezuelano:
policiais e militares concentraram as ações letais em bairros populares, com
jovens entre 18 e 30 anos como os principais alvos da repressão.
O relatório aponta ainda uma perseguição severa
contra lideranças sociais e defensores de direitos humanos, com um aumento de
196% em violações de integridade comparado a períodos anteriores.
Os dados englobam tanto as execuções policiais
cotidianas quanto os assassinatos registrados durante a violenta repressão
estatal aos protestos em massa de 2014 e 2017.

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