A atuação de Flávio Bolsonaro e de Alexandre de
Moraes em prol da derrota de Jorge Messias no Senado levou aliados do
presidente Lula a desconfiarem de um possível “acordão” entre o senador e o
ministro do STF.
A tese é de que o acordo foi mediado pelo presidente
do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e teria envolvido também a aceitação
pelo STF da derrubada dos vetos do PL da Dosimetria, que reduz a pena de Jair Bolsonaro.
Na avaliação dos aliados de Lula, o acerto
envolveria ainda uma suposta proteção a Moraes por bolsonaristas e por
Alcolumbre, caso Flávio seja eleito presidente da República nas eleições de
outubro de 2026.
Há, porém, um empecilho para esse possível acordão
vingar: tanto aliados de Moraes quanto pessoas próximas ao clã Bolsonaro
apontam, nos bastidores, que os bolsonaristas dificilmente cumprem acordos.
Essas fontes lembram que o grupo de Bolsonaro tem um
histórico de descumprir acordos de trégua. Um exemplo foi a tentativa de
pacificação entre o então presidente e Moraes articulada pelo ex-presidente
Michel Temer.
Em setembro de 2021, após xingar Moraes de “canalha”
em manifestação na Avenida Paulista, Bolsonaro escreveu um carta à nação
prometendo apaziguar os ânimos. Meses depois, voltou a atacar o ministro do
STF.
Igor Gadelha - Metrópoles

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