Pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo
Caiado (PSD-GO) avalia como deplorável a decisão do STF de suspender a
aplicação da Lei da Dosimetria.
O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de
Moraes, determinou a suspensão da aplicação da proposta no sábado (9/5), um dia
após a promulgação do ato pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União
Brasil-AP).
À coluna, o ex-governador de Goiás disse que a
decisão contribui para polarizar ainda mais o cenário político e não prioriza
pautas importantes para o país.
“Decisão deplorável, um desserviço à democracia. Só
faz aflorar a radicalização na política, favorece a polarização, que nunca foi
um traço da política brasileira, e serve para desviar o bom debate nas
eleições. Priorizar o 8 de Janeiro é condenar o Brasil a não ter futuro”,
declarou.
Caiado ainda afirmou que os parlamentares precisam
parar de divergir com o STF.
“Essa queda de braço do Supremo com o Congresso
precisa ter um ponto final. É inaceitável em uma democracia”, completou o
candidato.
Em movimento semelhante ao adotado pelo também
pré-candidato à Presidência Romeu Zema (Novo), Caiado passou a defender
publicamente limites à atuação do STF e a criticar decisões que considera
interferências do Judiciário sobre o Congresso.
Embora adotem discursos semelhantes em relação à
Corte, Caiado ainda busca manter uma relação mais institucional com o Supremo,
enquanto Zema costuma recorrer a críticas mais diretas e frequentes aos
ministros do STF.
Metrópoles

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