A Prefeitura do Natal deu início nesta terça-feira
(28) aos testes com robôs de vídeo inspeção, com o objetivo de identificar
obstruções e problemas estruturais na rede de drenagem da cidade e solucionar a
questão. A iniciativa busca agir preventivamente, minimizando os danos causados
pelas chuvas, como alagamentos e afundamentos de vias.
O prefeito de Natal, Paulinho Freire, ressaltou que
o problema de obstrução na rede é agravado por ligações clandestinas e pelo
descarte inadequado de lixo nas ruas. “O robô vai detectar esses problemas para
que possamos, junto à Caern, encontrar soluções. Mas é fundamental que a
população se conscientize sobre o descarte de lixo, porque ele entope as
galerias”, destacou.
Ele também disse que serviços complementares estão
sendo realizados. “Estamos trabalhando preventivamente para amenizar os danos
quando chegar o período de chuvas. A Seinfra está realizando manutenção e
limpeza nas lagoas. Em alguns casos, o problema vai além da limpeza, e estamos
instalando monitoramento para prevenir furtos de equipamentos nas lagoas”,
afirmou o prefeito.
De acordo com a secretária de Infraestrutura de
Natal, Shirley Cavalcanti, a ação com os robôs começará pelas zonas Norte e
Oeste, mas a tecnologia também será aplicada na zona Sul, especialmente em
Ponta Negra, nas proximidades da obra de engorda da praia. “Nossa ideia é agir
preventivamente. Dessa forma, conseguimos evitar muitos danos ocasionados pelas
chuvas, como afundamento de vias, transbordamento de lagoas e rompimento de
galerias. O robô vem justamente para identificar esses problemas previamente e
resolvê-los”, explicou.
As máquinas são equipadas com câmeras que filmam
todo o percurso ao longo das redes de drenagem. Quando detectam obstruções, equipes
acionam caminhões hidrojato e de sucção para remover os resíduos, que são
deslocados para as caixas de inspeção mais próximas e, posteriormente, sugados.
Segundo Shirley Cavalcanti, o desafio é grande devido à extensão da rede de
drenagem da cidade, que ultrapassa 400 quilômetros. “Não conseguiremos
desobstruir toda a rede antes do período chuvoso, mas podemos iniciar o
processo e reduzir os danos”, ressaltou.
O contrato para o serviço está orçado em cerca de R$
4,5 milhões anuais e a Prefeitura pretende iniciar um processo licitatório em
paralelo. O representante da empresa contratada para operar os robôs, Leandro
Moura, explicou que são utilizados dois modelos de robôs: o RoboDog e o modelo
convencional. Ambos possuem a mesma funcionalidade de identificar patologias,
como trincas, rachaduras, juntas desalinhadas e até mesmo ligações
clandestinas, mapeando o ponto exato para que ações sejam tomadas com precisão.
A diferença entre os modelos está na aplicação. “O
RoboDog é utilizado em redes mais robustas e conta com inteligência artificial
para a detecção de anomalias. Já o robô convencional é direcionado para redes
menores”, completou Moura.

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