sábado, 11 de abril de 2026

Prefeitura começa a usar robô para a drenagem

 


A Prefeitura do Natal deu início nesta terça-feira (28) aos testes com robôs de vídeo inspeção, com o objetivo de identificar obstruções e problemas estruturais na rede de drenagem da cidade e solucionar a questão. A iniciativa busca agir preventivamente, minimizando os danos causados pelas chuvas, como alagamentos e afundamentos de vias.

O prefeito de Natal, Paulinho Freire, ressaltou que o problema de obstrução na rede é agravado por ligações clandestinas e pelo descarte inadequado de lixo nas ruas. “O robô vai detectar esses problemas para que possamos, junto à Caern, encontrar soluções. Mas é fundamental que a população se conscientize sobre o descarte de lixo, porque ele entope as galerias”, destacou.

Ele também disse que serviços complementares estão sendo realizados. “Estamos trabalhando preventivamente para amenizar os danos quando chegar o período de chuvas. A Seinfra está realizando manutenção e limpeza nas lagoas. Em alguns casos, o problema vai além da limpeza, e estamos instalando monitoramento para prevenir furtos de equipamentos nas lagoas”, afirmou o prefeito.

De acordo com a secretária de Infraestrutura de Natal, Shirley Cavalcanti, a ação com os robôs começará pelas zonas Norte e Oeste, mas a tecnologia também será aplicada na zona Sul, especialmente em Ponta Negra, nas proximidades da obra de engorda da praia. “Nossa ideia é agir preventivamente. Dessa forma, conseguimos evitar muitos danos ocasionados pelas chuvas, como afundamento de vias, transbordamento de lagoas e rompimento de galerias. O robô vem justamente para identificar esses problemas previamente e resolvê-los”, explicou.

As máquinas são equipadas com câmeras que filmam todo o percurso ao longo das redes de drenagem. Quando detectam obstruções, equipes acionam caminhões hidrojato e de sucção para remover os resíduos, que são deslocados para as caixas de inspeção mais próximas e, posteriormente, sugados. Segundo Shirley Cavalcanti, o desafio é grande devido à extensão da rede de drenagem da cidade, que ultrapassa 400 quilômetros. “Não conseguiremos desobstruir toda a rede antes do período chuvoso, mas podemos iniciar o processo e reduzir os danos”, ressaltou.

O contrato para o serviço está orçado em cerca de R$ 4,5 milhões anuais e a Prefeitura pretende iniciar um processo licitatório em paralelo. O representante da empresa contratada para operar os robôs, Leandro Moura, explicou que são utilizados dois modelos de robôs: o RoboDog e o modelo convencional. Ambos possuem a mesma funcionalidade de identificar patologias, como trincas, rachaduras, juntas desalinhadas e até mesmo ligações clandestinas, mapeando o ponto exato para que ações sejam tomadas com precisão.

A diferença entre os modelos está na aplicação. “O RoboDog é utilizado em redes mais robustas e conta com inteligência artificial para a detecção de anomalias. Já o robô convencional é direcionado para redes menores”, completou Moura.

 

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