A missão Artemis II, da NASA, terminou deixando
avanços que vão além da exploração espacial, com impactos diretos na tecnologia
e na medicina.
Na área médica, experimentos com células humanas em
microgravidade e radiação — como o projeto Avatar, que ao monitorar a saúde dos
astronautas, que vivenciaram microgravidade, radiação intensa e alta
velocidade, a missão pode ajudar na compreensão do envelhecimento, no
desenvolvimento de terapias e medicamentos e até na regeneração de órgãos
inteiros em laboratório.
O principal destaque foi o sistema de comunicação a
laser O2O, que substitui ondas de rádio por luz infravermelha para transmissão
de dados. A tecnologia atingiu até 260 Mbps, permitindo o envio de cerca de 36
GB por hora — muito acima dos cerca de 7 GB por dia da radiofrequência
tradicional. Mesmo com limitações climáticas, a nave Orion transmitiu mais de
100 GB de dados durante a missão.
Esse avanço pode viabilizar uma nova geração de
internet via satélite, com aplicações em áreas como agricultura de precisão,
monitoramento ambiental e segurança marítima, além de integrar futuras redes 6G
e 7G. A comunicação a laser também é mais segura, embora exija alta precisão de
alinhamento.

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