Após o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo
Tribunal Federal), determinar a abertura de um inquérito contra o senador
Flávio Bolsonaro (PL) por suposta calúnia ao presidente Luiz Inácio Lula da
Silva (PT) nesta quarta-feira (15), o parlamentar se pronunciou dizendo que
recebeu a decisão do magistrado com “profunda estranheza” e que “o procedimento
evoca práticas de censura”.
Divulgada pela assessoria de Flávio, a nota diz que
a determinação do magistrado é “juridicamente frágil, uma vez que a publicação
objeto do procedimento carece de qualquer tipicidade penal”.
Para o pré-candidato à Presidência da República, “a
abertura deste inquérito configura uma tentativa clara de cercear a liberdade
de expressão e o livre exercício do mandato parlamentar”.
Nesta manhã, Moraes determinou que a PF (Polícia
Federal) abra o inquérito contra Flávio.
A representação da corporação cita uma publicação do
senador, nas redes sociais, em que ele associa o petista com a imagem de
Nicolás Maduro, ex-presidente da Venezuela, sendo preso e acompanhado do
seguinte texto: “Lula será delatado. É o fim do Foro de São Paulo: tráfico
internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e
ditaduras, eleições fraudadas…”.
CNN

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