domingo, 29 de março de 2026

PT nacional admite que MDB e PSD ficarão fora da aliança de Lula em 2026

 


O presidente nacional do PT, Edinho Silva, admitiu neste sábado (28) que o partido não deve conseguir fechar uma aliança nacional com MDB e PSD para a campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2026.

Apesar das tentativas de aproximação — que incluíram conversas diretas de Lula com dirigentes e até acenos sobre a vaga de vice —, Edinho afirmou que os entendimentos com essas siglas devem ocorrer apenas nos estados. “Não creio em aliança nacional com esses partidos, temos que respeitar as contradições”, disse.

Mesmo sem acordo no plano nacional, o dirigente petista ressaltou que há espaço para composições regionais. Segundo ele, lideranças do MDB e do PSD reconhecem a importância da disputa eleitoral e podem apoiar o projeto do governo em diferentes estados.

Sem ampliar a base ao centro, o PT agora concentra esforços na manutenção de alianças tradicionais, como com o PDT. Ainda assim, enfrenta resistências internas. No Rio Grande do Sul, por exemplo, parte do partido é contra o apoio à pré-candidatura de Juliana Brizola (PDT) ao governo estadual e defende candidatura própria.

Diante do impasse, integrantes da cúpula petista cogitam uma intervenção no diretório estadual, hipótese rejeitada por Edinho. “Prefiro o convencimento político. As decisões locais não podem colocar em risco a reeleição do projeto nacional”, afirmou.

O dirigente reforçou que a prioridade do partido é a recondução de Lula ao Palácio do Planalto e defendeu a construção de uma frente ampla. Para ele, a disputa de 2026 terá impacto direto no cenário democrático do país e até na correlação de forças na América Latina.

Nos bastidores, o presidente tem cobrado agilidade na organização da campanha. A coordenação-geral ficará com Edinho, enquanto a articulação política será conduzida por um grupo de trabalho eleitoral do PT.

A estratégia também prevê a criação de um fórum com partidos aliados nos estados, inclusive aqueles que não integrarão formalmente a coligação nacional.

Além disso, Lula espera que ministros que deixarem o governo para disputar as eleições atuem na defesa das ações da gestão durante a campanha. Na área de comunicação, o ministro da Secom, Sidônio Palmeira, seguirá no cargo, enquanto o publicitário Raul Rabelo será responsável pela estratégia eleitoral.

Com informações da Folha

 

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