sexta-feira, 13 de março de 2026

Flagra da PF com suplente de Alcolumbre amplia tensão entre senador e governo

 


Um relatório da Polícia Federal aponta que o empresário Breno Chaves Pinto, segundo suplente do presidente do Senado Davi Alcolumbre, foi flagrado saindo de uma agência bancária com R$ 350 mil em espécie, no Amapá. A informação integra investigação que apura suspeitas de fraudes em licitações do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes no estado e ocorre em meio ao aumento das tensões entre o senador e o governo federal.

De acordo com os investigadores, o empresário passou a ser monitorado após alertas do Conselho de Controle de Atividades Financeiras sobre saques em dinheiro considerados elevados. A PF identificou que as retiradas ocorriam pouco tempo depois do recebimento de recursos oriundos de contratos públicos, o que levantou suspeitas de possível lavagem de dinheiro.

Segundo o inquérito, Breno Chaves Pinto teria influência dentro da superintendência do DNIT no Amapá e poderia estar atuando para beneficiar empresas em licitações da autarquia. A investigação aponta indícios de conluio entre empresários e servidores para direcionar contratos de manutenção e recuperação da BR-156, que somam cerca de R$ 60,2 milhões.

Procurado, o empresário afirmou que os valores sacados eram destinados ao pagamento de funcionários e prestadores de serviço de suas empresas. Já Davi Alcolumbre declarou que não possui relação com as atividades empresariais de seu suplente.

O episódio ocorre em um momento de desgaste entre o senador e o Palácio do Planalto. Nos bastidores, aliados atribuem o clima de tensão a divergências políticas e ao impasse envolvendo a indicação de Jorge Messias para uma vaga no Supremo Tribunal Federal, escolha defendida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e que depende de aprovação do Senado.

Com informações do jornal O Globo

 

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