quinta-feira, 26 de março de 2026

Doenças respiratórias aumentam procura por serviços de saúde

 


Com o fim do verão, as chuvas de março e o período pós-Carnaval, Natal registra aumento nos casos de viroses e doenças respiratórias, o que aumenta a procura por serviços de saúde na capital potiguar nessa época. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), os principais casos confirmados de vírus respiratórios em circulação na capital são de influenza A, rinovírus, Vírus Sincicial Respiratório e adenovírus.

 “O município vem observando um aumento na procura por serviços de saúde, principalmente para casos de síndromes respiratórias, o que é esperado para esse período de sazonalidade e pós-festas”, diz a SMS. “A secretaria vem observando uma antecipação do período de maior incidência de casos de síndromes respiratórias, que em 2025 aconteceu no final de abril, e este ano, no mês de março, já apresentou alta de casos”.

De acordo com o pneumologista Thiago Dantas, que atua no Hospital Universitário Onofre Lopes (Huol-UFRN-Ebserh), as infecções virais respiratórias, as populares viroses, aumentam após os períodos de festas devido à aglomeração da população e ao contato mais íntimo. “Durante os períodos chuvosos, ocorre algo semelhante, pois tendemos a ficar mais confinados para a proteção das chuvas”, explica.

O médico aponta para um aumento nos casos de influenza (gripe), resfriado comum, bronquiolite, covid-19 e pneumonia bacteriana nesse período. Esse cenário é acompanhado pela SMS, que afirma manter vigilância ativa diante da circulação de todos os vírus respiratórios típicos desse período.

Apesar de não dispor do levantamento específico sobre atendimento para os casos de doenças respiratórias, a SMS monitora as notificações de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Entre janeiro e 21 de março de 2026, Natal registrou 126 casos de SRAG, conforme dados do Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe (SIVEP-Gripe).

Do total de notificações, 43 casos foram confirmados de influenza, 5 de Covid-19, 13 de outros vírus respiratórios, 1 de outro agente etiológico, 14 permanecem como vírus não especificados e 50 ainda estão sem classificação. Desses 126 casos notificados, 88% são crianças e idosos.

“A SRAG é a manifestação mais grave de uma pneumonia viral ou bacteriana. Ela pode levar à falta de ar, tosse persistente, dificuldade para andar ou realizar as atividades habituais, dedos e lábios arroxeados, que podem significar diminuição da oxigenação”, explica Thiago Dantas.

Somente na semana epidemiológica n.º 11, correspondente ao período de 15 a 21 de março de 2026, foram registradas 21 notificações de SRAG em Natal. O número foi inferior ao observado na semana anterior (31), mas superior ao registrado no mesmo período do ano passado (16), um aumento de aproximadamente 31%, se comparado a 2025.

Durante os surtos de infecções virais, é comum ocorrer um aumento nos casos de SRAG, diz o pneumologista. Os casos são mais frequentes nas pessoas consideradas do grupo de risco, que são os idosos, crianças menores de 5 anos, gestantes, obesos, diabéticos, pacientes com doenças pulmonares crônicas, cardiopatas e oncológicos.

Em Natal, segundo a SMS, a vacinação contra a covid-19 continua sendo de rotina para idosos, gestantes e crianças menores de 5 anos. A imunização funciona como reforço para grupos especiais acima de 5 anos. Para as pessoas entre 5 e 59 anos sem vacinação prévia, o esquema é composto por uma dose do imunizante.

A campanha de vacinação contra a influenza em 2026 começa neste sábado (28), com o Dia D de Vacinação e imunizante atualizado para as novas cepas do vírus.

 

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Sindicato do Crime no RN tinha setor de “transparência”, aponta MPRN

  O MPRN denunciou integrantes da facção Sindicato do Crime do RN, apontando uma estrutura organizada com setores administrativos, financeir...