A corrupção deve ocupar papel central no debate das
eleições presidenciais de 2026, superando a discussão de propostas de governo.
A avaliação é do estrategista político Emanoelton Borges, CEO da Alfa
Inteligência, que aponta uma mudança nas prioridades do eleitor brasileiro.
Segundo Borges, o tema ganhou força ao longo dos
anos e hoje divide protagonismo com a segurança pública. “A questão da
corrupção, como um todo, passou historicamente a ganhar muito destaque na pauta
do brasileiro. Hoje, o grande problema do Brasil é a parte da violência, a
questão do tráfico e das facções, e, em segundo lugar, vem a questão da
corrupção”, afirmou.
De acordo com dados recentes da Alfa Inteligência, a
percepção da população confirma esse cenário. “Cerca de 10 dias atrás,
perguntamos aos brasileiros qual é o maior medo deles, e a questão da
corrupção, de fato, está ali em segundo lugar, praticamente empatada, dentro da
margem de erro, em relação à questão das facções”, explicou.
Para o estrategista, esse contexto deve influenciar
diretamente o tom da disputa eleitoral. A tendência, segundo ele, é de uma
campanha marcada mais por confrontos do que pela apresentação de soluções.
“Diante de toda essa valorização do eleitor em relação a esse tema, obviamente
as narrativas vão ser colocadas. Vai ser muito sobre quem terá mais poder de
fogo para centrar e impulsionar essa narrativa”, disse.
Borges avalia que os candidatos devem apostar na
responsabilização dos adversários como estratégia principal. “Cada um quer
levar para um caminho, mas, no sentido de tentar colocar no colo de A ou de B a
questão da corrupção como um todo”, ressaltou.
Nesse cenário, ainda de acordo com o estrategista
político, escândalos recentes, como do INSS (Instituto Nacional do Seguro
Social) e do Banco Master, devem ganhar protagonismo e ser explorados
politicamente.
“Isso vai ser uma pauta na eleição. Acredito que a
eleição presidencial de 2026 vai ser uma eleição onde as propostas estarão em
segundo lugar, e os ataques e a desconstrução estarão em pauta”, concluiu.
CNN Brasil
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