O PROCON Natal decidiu enquadrar as distribuidoras
de combustíveis depois da disparada nos preços. Vibra Energia, Raízen e
Ipiranga foram notificadas e agora têm 10 dias para explicar o inexplicável.
A justificativa do mercado é velha conhecida: guerra
no Irã. A realidade é outra. Posto no Brasil não importa petróleo do Oriente
Médio todo dia. Mas adora importar desculpa.
O documento é claro. O PROCON quer saber tudo:
preços antes e depois dos aumentos, percentual aplicado, notas fiscais, estoque
e até a planilha de formação de preço . Ou seja, abriu a caixa-preta.
E tem base legal. O Código de Defesa do Consumidor
proíbe aumento sem justa causa e vantagem excessiva. Traduzindo: não pode meter
a faca porque viu manchete internacional.
O que está acontecendo em Natal tem cheiro de
oportunismo. Aumentos em cascata, quase simultâneos, como se todo mundo tivesse
combinado o roteiro. Coincidência demais vira suspeita.
Agora é simples. Ou as distribuidoras provam que o
aumento é legítimo, ou vem processo, multa e desgaste.
O consumidor já está cansado de pagar a conta da
“crise do momento”. Toda semana aparece uma nova desculpa. E o preço só sobe.
Nunca desce na mesma velocidade.
Dessa vez, pelo menos, alguém resolveu perguntar o
básico: quem está lucrando com o caos? Parabéns Dina Perez!
Esse texto foi copiado do Blog do Gustavo Negreiros

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