A alta no preço dos combustíveis entrou de vez no
centro da disputa eleitoral e passou a pressionar o governo do presidente Luiz
Inácio Lula da Silva. O tema ganhou peso após pesquisas apontarem crescimento
do senador Flávio Bolsonaro, com cenário de empate técnico em um eventual
segundo turno.
Dentro do Palácio do Planalto, a avaliação é de que
o custo do diesel pode ter efeito direto no humor do eleitor, ao impactar
frete, alimentos e inflação. O receio é de que a alta nos postos aumente o
desgaste do governo em um momento decisivo da corrida presidencial.
Diante disso, o governo adotou medidas para tentar
conter os preços, como zerar tributos federais e propor subsídios ao
combustível. Ao mesmo tempo, passou a pressionar os estados para reduzir o
ICMS, o que abriu um novo foco de conflito com governadores, que resistem à
ideia de dividir o custo político e financeiro da medida.
A tensão aumentou com críticas públicas de aliados
do governo. O ministro Guilherme Boulos acusou governadores de
omissão por não reduzirem impostos, enquanto gestores estaduais, como Ronaldo
Caiado, rebatem afirmando que a responsabilidade é da União.
Além do cenário interno, o contexto internacional
também pesa. A escalada de tensões envolvendo Estados Unidos, Irã e Israel
pressiona o mercado de energia e contribui para a volatilidade dos preços. Com
isso, o combustível se consolida como um dos principais fatores capazes de
influenciar diretamente o resultado das eleições.
Com informações da Gazeta do Povo

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